segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Fossati 1x0 Silas

A vitória no clássico 379 provou qual dos técnicos contratados este ano pela Dupla Grenal vem fazendo melhor trabalho. Ambas as equipes foram escaladas no 3-5-2. O Internacional com Lauro no gol, Bolivar, Índio e Fabiano Eller na zaga, Nei, Guiñazu, Sandro, Giuliano e Kléber na meia-cancha, além de Taison e Alecsandro no ataque. O Tricolor veio a campo com Victor no arco, Mário Fernandes, Rafa Marques e Maurício na defesa, Joílson, Ferdinando, Adílson, Souza e Lúcio no miolo, Jonas e Borges na frente. Jorge Fossati deu continuidade ao esquema que vinha implantando nos treinos e que goleou o Juventude por 5x0. Silas, dentre os vários esquemas testados, preferiu jogar com três zagueiros por achar que teria maior solidez defensiva. A verdade é que  "El Jefe" parece já ter conhecimento sobre as peças com quem trabalha, ao passo que Silas parece meio perdido no tabuleiro gremista. Está certo que o jogo acabou sendo bem equilibrado e a vitória colorada ocorreu numa jogada de oportunismo e competência de Alecsandro, mas Silas poderia ter feito mais, deveria ter feito mais. Na segunda etapa ouso dizer que o comandante azul se acovardou ao sacar Jonas para colocar Hugo, deixando o time com apenas um homem de frente. O meio campo ficou recheado mas não havia um companheiro de arremate para Borges. O treinador poderia ter tirado um dos zagueiros e ingressado Hugo como meia ao lado de Souza, deslocando Joílson, que fez boa partida, da ala para a lateral. Poderia também ter tirado Joílson e posto Mário Fernandes no flanco, nos dois casos fazendo a equipe atuar no 4-4-2. Isso sem contar o fato de não ter visto que um de seus jogadores estava machucado e realizado uma substituição que poderia ser a última, o que deixaria o Grêmio com um a menos em campo, o que ocorreu durante cinco longos e fatais minutos. Quando finalmente Silas viu que Souza não tinha mais condições colocou em campo Maylson ao invés de Mithyuê. Sem mais...
Mas falemos de Fossati, afinal o uruguaio e seus comandados tiveram méritos na vitória vermelha. Como já citei o treinador Colorado já encotrou um esqueleto de time na Padre Cacique e a cada dia vai moldando um novo corpo. A defesa trouxe segurança, o meio campo foi técnico e brigador e o ataque eficaz. Tudo que se espera de um bom plantel. Andrézinho entrou bem, assim como Bruno Silva, das mexidas apenas Edu não me agradou. Vejo no Internacional o principal candidato ao título regional, mas como a prioridade do Saci é a LA'10 há que se reforçar o ataque. Alecsandro e Kléber Pereira se equivalem e Taison precisa de alguém que o mova a brigar mais pela posição. Voltando ao Clássico, o Inter tramou bem ofensivamente, com jogadas aéreas que obrigaram Victor a trabalhar com eficiência. Os contragolpes vermelhos eram sempre perspicazes e muito velozes. O gol acabou sendo fruto de um roubada de bola e rápido poder de fogo. Aliás, na jogada do tento colorado ficou evidente a má vontade que Hugo entrou em campo por ter sido reserva. Enfim. Mais um Grenal que se foi e deixou marcas, tanto positivas como negativas. Aos que riem, que a euforia não mascare os defeitos e aos que choram que os defeitos não mascarem as qualidades. Para terminar gostaria de registrar minha profunda indignação com alguns senhores que crucificam Jonas como o Judas do Grenal. Não precisa ser um José Mourinho para saber que o Jonas perde três gols para fazer um. E o Rochemback hein? 100 mil para ficar no banco... Pô!! Ou bota para jogar ou manda embora.

Um comentário:

  1. pô!!! não chora Fuentes!!!
    hehhehehee
    Que Supremacia hein, um dia quando eu crescer vou ser uma joranlista imparcial que nem tu =D
    Por enquanto tá lá.. meu texto rindo sozinho com mais uma vitória :D

    Saudações do maior do RS!

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