Caros amigos!!
Segue aí matéria que fiz para a primeira edição do Jornal Força Jovem Gaúcha. A matéria acabou caindo na edição em virtude de ter passado o período eleitoral, em primeiro turno. Dei uma ajeitada no tempo verbal e aí está. Deus abençõe!!
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| Marcos Eifler, Assembléia Legislativa do RS |
No último dia 03 de outubro tivemos eleições gerais para a escolha de importantes cargos da democracia brasileira. Foram eles: deputado estadual, deputado federal, duas escolhas para senadores, governador e presidente. Em face ao pleito a equipe do Jornal Força Jovem Gaúcha procurou saber junto a jovens e políticos qual é a real importância do jovem cristão exercer o seu direito de cidadão, que é votar. Quisemos saber que critérios são utilizados pela mocidade e recomendados pelos parlamentares, para a escolha de candidatos. Também foram indagados os projetos que a galera gostaria de ver os políticos elaborando e aquilo que os representantes do povo tem feito pela juventude gaúcha.
Segundo dados do Censo 2007 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população jovem do Rio Grande do Sul chega à marca de 1.044.868. Cerca de 10% da população total do Estado, que é de 10.582.840 habitantes. É bom anelar que o IBGE considera jovens os de idade entre 15 e 24 anos. O Grupo Força Jovem Gaúcha conta, no Estado, com aproximadamente 10 mil jovens.
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| Élson Sepé Cardoso, Câmara Municipal de Porto Alegre |
Mas será que os jovens consideram relevante votar? Por quê? Para Lucas Ferreira, 15 anos, o jovem se valoriza através do voto, “mostramos que estamos interessados no processo eleitoral, no futuro do país”, frisa. Roger Sales, 21 anos, diz que é essencial que a juventude compareça as urnas, “uma escolha mal feita pode nos levar ao sofrimento. Estamos decidindo o futuro do país pelos próximos quatro anos”, enfatiza. E os políticos o que acham? O deputado estadual, Carlos Gomes, do Partido Republicano Brasileiro (PRB-RS), afirma que “a importância do voto está diretamente vinculada ao nosso modelo de democracia, uma conquista da sociedade brasileira que devemos preservar e aprimorar. O jovem cristão deve votar porque o processo eleitoral possibilita a escolha de seus representantes. São esses representantes que vão criar leis que interferem diretamente em nossas vidas. Escolher maus representantes pode causar uma queda na qualidade de vida de toda a população. E nós consideramos que o bem-estar comum deve ser a meta do jovem cristão”, sentencia o deputado Carlos Gomes. Para o vereador de Porto Alegre, Waldir Canal, também do PRB, o jovem deve votar “primeiro por que é um ato de cidadania, é um direito/dever que, no caso dos jovens até 18 anos é facultativo. O voto dos jovens tem uma simbologia muito grande e representa a sua força, os sonhos daqueles que querem construir um país melhor”, alerta. O deputado Carlos Gomes continua, salientando que,
“é preciso discutir e prestar atenção em política não somente em época eleitoral, mas exercer nossa cidadania de modo permanente. E isso diz respeito a saber o que acontece em sua rua, em seu estado, em seu país. Nesse sentido, reforço a importância do movimento Força Jovem como instrumento de transformação social, pois insere a juventude em sua realidade, chamando para a reflexão e para a tomada de atitude”, conclui o parlamentar.No entanto, a mocidade cristã atenta para outro viés que, o pastor Oliveira Andrade, da Igreja Universal do Reino de Deus faz menção. “Existe uma série de Leis, que tramitam na Câmara Federal e no Senado, cujo pano de fundo é frear o trabalho evangelístico da Obra de Deus”. Os projetos que o pastor Oliveira se refere são, como ele mesmo cita, “a Reforma Constitucional – será proibido fazer cultos fora das igrejas e evangelismo nas ruas. Os cultos somente poderão ser realizados com portas fechadas. Outro projeto de Lei diz que pastores que forem acusados de explorar a boa fé através dos dízimos e das ofertas poderão ser presos. Uma outra pauta busca regulamentar a profissão de jornalista. Significa que pastores só poderão fazer programa de rádio e televisão com entrevistas se tiverem faculdade de jornalismo, cito por fim, o processo que quer tornar crime pregar sobre espiritismo, feitiçaria, idolatria e, também veicular mensagem no rádio, televisão, jornais e internet”, finaliza o pastor Oliveira. É o que corrobora o jovem Gabriel Guimarães, 18 anos. Para Gabriel, a eleição de representantes por parte da juventude é fundamental por que ajuda a manter a Obra de Deus. “É mais um voto ganho para eleger pessoas que vão lutar contra os projetos que tentam parar o Evangelho”, realça. Ester Silva, 17 anos, vai para a primeira eleição. Segundo ela, “os jovens são o futuro da Igreja. Se esses projetos virarem Leis, o futuro da Igreja estará comprometido. Temos que tomar atitudes em resposta a isso”, complementa.
Como escolher
E na hora de escolher? Como proceder para não se arrepender da direção tomada. O pastor Oliveira Andrade dá a dica: “Em primeiro lugar, o jovem cristão deve optar por alguém comprometido em defender a Obra de Deus. O candidato precisa ter caráter, boas propostas e vontade de trabalhar. Recomendo que se faça uma pesquisa sobre a trajetória dele”. É o que pratica Gabriel Guimarães, que afirma seguir uma “orientação também espiritual” ao analisar para quem dará seu voto. Lucas Ferreira diz que “o concorrente precisa ser sincero e cumpridor de suas promessas”. Para o deputado Carlos Gomes, “nesta época é difícil tomar uma decisão, pois os programas eleitorais nas emissoras de rádio e televisão parecem ser todos iguais. Procure entender os projetos e as ideias dos candidatos. O jovem cristão deve observar quem tem passado limpo e propostas voltadas para a melhoria de vida das pessoas. Se o candidato já tem um cargo eletivo, faça uma avaliação do mandato anterior dele e verifique se o partido político ao qual ele pertence merece seu voto. Essas observações ajudam na hora de escolher o candidato ideal”. Opinião parecida com a do vereador Waldir Canal. Canal destaca que na hora de votar é preciso analisar o histórico do candidato, qual as suas propostas de trabalho, mas principalmente qual é a causa que o candidato está comprometido, o que ele defende, qual é o seu pensamento e posição em determinados assuntos, formando assim um conceito de qual candidato votar. “O voto é na verdade uma procuração para defender nossos interesses, nosso futuro”, finaliza o vereador. Roger Sales conta que busca três coisas em um candidato, “caráter, idéias e planejamento”. Ester Silva aponta o caminho, “quero alguém que tenha proposições similares com aquilo que espero de um gestor público. Como evangélica, procuro políticos que tenham afinidade com a Obra de Deus e permitam que eu professe minha Fé dentro das normalidades da Lei”, completa a jovem.
O que esperar?
Vimos à consciência da galera e dos políticos em relação ao valor do voto e de que forma essa escolha deve ser feita. Contudo, o que os jovens anseiam de seus eleitos? Eis algumas propostas que eles esperam daqueles a quem confiarão seus votos. Lucas Ferreira gostaria de mais cursos profissionalizantes, bolsas de estudo e incentivo ao primeiro emprego. Roger Sales é a favor de projetos que despertem o conhecimento, “que ocupem a mente do jovem, principalmente nas áreas da cultura e esporte”, sugere o rapaz. Para Ester Silva, o candidato precisa apresentar propostas de inclusão social. “Ele têm de focar que o jovem precisa aprender, se desenvolvendo física, espiritual e emocionalmente”, pondera Ester. É grande a preocupação dos políticos em relação a formação profissional e acadêmica dos jovens. O deputado Carlos Gomes fala de sua atuação na Assembléia Legislativa “temos tentado parcerias para a implementação de cursos profissionalizantes – fui ao Senai, ao Senac, tenho visitado empresas – existe uma intenção de promover cursos para os jovens, com atenção especial aos adolescentes que atualmente cumprem pena de privação de liberdade na Fundação de Atendimento Sócio-Educativo (FASE/RS). Com isso, estaremos combatendo três males de nosso tempo: o desemprego, a pobreza e a violência. Mas temos uma longa estrada pela frente: um parlamentar sozinho, (e mesmo um parlamento), não muda a realidade – é preciso uma força-tarefa coletiva para atingir essa meta, mas já damos o primeiro passo”, explica o deputado. Para o vereador Waldir Canal o poder público em geral precisa pensar nos jovens, existem vários projetos importantes em andamento, porém, tem se mostrado insuficientes e mal executados. “Esses projetos não atingem os jovens. Acredito em propostas que facilitem o acesso a educação profissional e principalmente a faculdade. Estas são as principais reivindicações dos jovens que precisam de um bom currículo na hora de ingressar no mercado de trabalho”, encerra o vereador Porto-alegrense.