sábado, 16 de outubro de 2010

A importância de o jovem cristão votar

Caros amigos!!
Segue aí matéria que fiz para a primeira edição do Jornal Força Jovem Gaúcha. A matéria acabou caindo na edição em virtude de ter passado o período eleitoral, em primeiro turno. Dei uma ajeitada no tempo verbal e aí está. Deus abençõe!!



Marcos Eifler, Assembléia Legislativa do RS
No último dia 03 de outubro tivemos eleições gerais para a escolha de importantes cargos da democracia brasileira. Foram eles: deputado estadual, deputado federal, duas escolhas para senadores, governador e presidente. Em face ao pleito a equipe do Jornal Força Jovem Gaúcha procurou saber junto a jovens e políticos qual é a real importância do jovem cristão exercer o seu direito de cidadão, que é votar. Quisemos saber que critérios são utilizados pela mocidade e recomendados pelos parlamentares, para a escolha de candidatos. Também foram indagados os projetos que a galera gostaria de ver os políticos elaborando e aquilo que os representantes do povo tem feito pela juventude gaúcha.
Segundo dados do Censo 2007 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população jovem do Rio Grande do Sul chega à marca de 1.044.868. Cerca de 10% da população total do Estado, que é de 10.582.840 habitantes. É bom anelar que o IBGE considera jovens os de idade entre 15 e 24 anos. O Grupo Força Jovem Gaúcha conta, no Estado, com aproximadamente 10 mil jovens.
Élson Sepé Cardoso, Câmara Municipal de Porto Alegre
Mas será que os jovens consideram relevante votar? Por quê? Para Lucas Ferreira, 15 anos, o jovem se valoriza através do voto, “mostramos que estamos interessados no processo eleitoral, no futuro do país”, frisa. Roger Sales, 21 anos, diz que é essencial que a juventude compareça as urnas, “uma escolha mal feita pode nos levar ao sofrimento. Estamos decidindo o futuro do país pelos próximos quatro anos”, enfatiza. E os políticos o que acham? O deputado estadual, Carlos Gomes, do Partido Republicano Brasileiro (PRB-RS), afirma que “a importância do voto está diretamente vinculada ao nosso modelo de democracia, uma conquista da sociedade brasileira que devemos preservar e aprimorar. O jovem cristão deve votar porque o processo eleitoral possibilita a escolha de seus representantes. São esses representantes que vão criar leis que interferem diretamente em nossas vidas. Escolher maus representantes pode causar uma queda na qualidade de vida de toda a população. E nós consideramos que o bem-estar comum deve ser a meta do jovem cristão”, sentencia o deputado Carlos Gomes. Para o vereador de Porto Alegre, Waldir Canal, também do PRB, o jovem deve votar “primeiro por que é um ato de cidadania, é um direito/dever que, no caso dos jovens até 18 anos é facultativo. O voto dos jovens tem uma simbologia muito grande e representa a sua força, os sonhos daqueles que querem construir um país melhor”, alerta.  O deputado Carlos Gomes continua, salientando que, “é preciso discutir e prestar atenção em política não somente em época eleitoral, mas exercer nossa cidadania de modo permanente. E isso diz respeito a saber o que acontece em sua rua, em seu estado, em seu país. Nesse sentido, reforço a importância do movimento Força Jovem como instrumento de transformação social, pois insere a juventude em sua realidade, chamando para a reflexão e para a tomada de atitude”, conclui o parlamentar.
No entanto, a mocidade cristã atenta para outro viés que, o pastor Oliveira Andrade, da Igreja Universal do Reino de Deus faz menção. “Existe uma série de Leis, que tramitam na Câmara Federal e no Senado, cujo pano de fundo é frear o trabalho evangelístico da Obra de Deus”. Os projetos que o pastor Oliveira se refere são, como ele mesmo cita, “a Reforma Constitucional – será proibido fazer cultos fora das igrejas e evangelismo nas ruas. Os cultos somente poderão ser realizados com portas fechadas. Outro projeto de Lei diz que pastores que forem acusados de explorar a boa fé através dos dízimos e das ofertas poderão ser presos. Uma outra pauta busca regulamentar a profissão de jornalista. Significa que pastores só poderão fazer programa de rádio e televisão com entrevistas se tiverem faculdade de jornalismo, cito por fim, o processo que quer tornar crime pregar sobre espiritismo, feitiçaria, idolatria e, também veicular mensagem no rádio, televisão, jornais e internet”, finaliza o pastor Oliveira. É o que corrobora o jovem Gabriel Guimarães, 18 anos. Para Gabriel, a eleição de representantes por parte da juventude é fundamental por que ajuda a manter a Obra de Deus. “É mais um voto ganho para eleger pessoas que vão lutar contra os projetos que tentam parar o Evangelho”, realça. Ester Silva, 17 anos, vai para a primeira eleição. Segundo ela, “os jovens são o futuro da Igreja. Se esses projetos virarem Leis, o futuro da Igreja estará comprometido. Temos que tomar atitudes em resposta a isso”, complementa.


Como escolher

E na hora de escolher? Como proceder para não se arrepender da direção tomada. O pastor Oliveira Andrade dá a dica: “Em primeiro lugar, o jovem cristão deve optar por alguém comprometido em defender a Obra de Deus. O candidato precisa ter caráter, boas propostas e vontade de trabalhar. Recomendo que se faça uma pesquisa sobre a trajetória dele”. É o que pratica Gabriel Guimarães, que afirma seguir uma “orientação também espiritual” ao analisar para quem dará seu voto. Lucas Ferreira diz que “o concorrente precisa ser sincero e cumpridor de suas promessas”. Para o deputado Carlos Gomes, “nesta época é difícil tomar uma decisão, pois os programas eleitorais nas emissoras de rádio e televisão parecem ser todos iguais. Procure entender os projetos e as ideias dos candidatos. O jovem cristão deve observar quem tem passado limpo e propostas voltadas para a melhoria de vida das pessoas. Se o candidato já tem um cargo eletivo, faça uma avaliação do mandato anterior dele e verifique se o partido político ao qual ele pertence merece seu voto. Essas observações ajudam na hora de escolher o candidato ideal”. Opinião parecida com a do vereador Waldir Canal. Canal destaca que na hora de votar é preciso analisar o histórico do candidato, qual as suas propostas de trabalho, mas principalmente qual é a causa que o candidato está comprometido, o que ele defende, qual é o seu pensamento e posição em determinados assuntos, formando assim um conceito de qual candidato votar. “O voto é na verdade uma procuração para defender nossos interesses, nosso futuro”, finaliza o vereador. Roger Sales conta que busca três coisas em um candidato, “caráter, idéias e planejamento”. Ester Silva aponta o caminho, “quero alguém que tenha proposições similares com aquilo que espero de um gestor público. Como evangélica, procuro políticos que tenham afinidade com a Obra de Deus e permitam que eu professe minha Fé dentro das normalidades da Lei”, completa a jovem.


O que esperar?


Vimos à consciência da galera e dos políticos em relação ao valor do voto e de que forma essa escolha deve ser feita. Contudo, o que os jovens anseiam de seus eleitos? Eis algumas propostas que eles esperam daqueles a quem confiarão seus votos. Lucas Ferreira gostaria de mais cursos profissionalizantes, bolsas de estudo e incentivo ao primeiro emprego. Roger Sales é a favor de projetos que despertem o conhecimento, “que ocupem a mente do jovem, principalmente nas áreas da cultura e esporte”, sugere o rapaz. Para Ester Silva, o candidato precisa apresentar propostas de inclusão social. “Ele têm de focar que o jovem precisa aprender, se desenvolvendo física, espiritual e emocionalmente”, pondera Ester. É grande a preocupação dos políticos em relação a formação profissional e acadêmica dos jovens. O deputado Carlos Gomes fala de sua atuação na Assembléia Legislativa “temos tentado parcerias para a implementação de cursos profissionalizantes – fui ao Senai, ao Senac, tenho visitado empresas – existe uma intenção de promover cursos para os jovens, com atenção especial aos adolescentes que atualmente cumprem pena de privação de liberdade na Fundação de Atendimento Sócio-Educativo (FASE/RS). Com isso, estaremos combatendo três males de nosso tempo: o desemprego, a pobreza e a violência. Mas temos uma longa estrada pela frente: um parlamentar sozinho, (e mesmo um parlamento), não muda a realidade – é preciso uma força-tarefa coletiva para atingir essa meta, mas já damos o primeiro passo”, explica o deputado. Para o vereador Waldir Canal o poder público em geral precisa pensar nos jovens, existem vários projetos importantes em andamento, porém, tem se mostrado insuficientes e mal executados. “Esses projetos não atingem os jovens. Acredito em propostas que facilitem o acesso a educação profissional e principalmente a faculdade. Estas são as principais reivindicações dos jovens que precisam de um bom currículo na hora de ingressar no mercado de trabalho”, encerra o vereador Porto-alegrense.